Crescimento do PIB baiano é o mais baixo do Nordeste e sua representatividade no Brasil recua

Foto: Jean Vagner/Ascom SEI

O desempenho do PIB baiano em 2023 foi o mais fraco entre os estados do Nordeste, de acordo com os dados do Sistema de Contas Regionais divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (14). A economia da Bahia avançou 2,3% no ano, ficando não apenas atrás de todas as demais unidades da região, mas também abaixo da média nacional, que chegou a 3,2%.

Mesmo estados que cresceram de forma mais moderada — como Pernambuco, com 2,4%, e Paraíba, com 3,0% — registraram variações superiores à da Bahia. Entre os destaques positivos do Nordeste estiveram Maranhão (3,6%), Alagoas (3,5%) e Rio Grande do Norte (4,2%).

Ranking do Nordeste – crescimento do PIB em 2023 (IBGE)

  • Rio Grande do Norte — 4,2%
  • Maranhão — 3,6%
  • Alagoas — 3,5%
  • Piauí — 3,1%
  • Sergipe — 3,1%
  • Ceará — 3,0%
  • Paraíba — 3,0%
  • Pernambuco — 2,4%
  • Bahia — 2,3% (menor crescimento da região)

Além do fraco desempenho, o estado também perdeu espaço no PIB nacional. A participação baiana recuou de 4,0% para 3,9%, marcando a primeira redução desde 2002. O resultado reflete o crescimento mais lento observado ao longo das últimas duas décadas: entre 2002 e 2023, a Bahia teve média anual de 1,9%, a terceira menor entre todas as unidades da federação.

Ranking nacional do PIB em 2023 (maior para menor)

  • Acre — 14,7%
  • Mato Grosso do Sul — 13,4%
  • Mato Grosso — 12,9%
  • Tocantins — 7,9%
  • Rio de Janeiro — 5,7%
  • Goiás — 4,8%
  • Paraná — 4,3%
  • Rio Grande do Norte — 4,2%
  • Roraima — 4,2%
  • Maranhão — 3,6%
  • Alagoas — 3,5%
  • Minas Gerais — 3,4%
  • Espírito Santo — 3,4%
  • Distrito Federal — 3,3%
  • Sergipe — 3,1%
  • Piauí — 3,1%
  • Ceará — 3,0%
  • Paraíba — 3,0%
  • Amapá — 2,9%
  • Pernambuco — 2,4%
  • Bahia — 2,3%
  • Amazonas — 2,1%
  • Santa Catarina — 1,9%
  • Pará — 1,4%
  • São Paulo — 1,4%
  • Rio Grande do Sul — 1,3%
  • Rondônia — 1,3%

Segundo o IBGE, dois setores foram determinantes para o resultado baiano: agropecuária e serviços ligados ao comércio. A atividade agropecuária teve retração em razão da queda nos preços, enquanto o grupo de “outros serviços” — que reúne diversas atividades comerciais — cresceu abaixo do observado no país como um todo.

Mesmo com o desempenho abaixo dos demais estados nordestinos, a Bahia segue como a maior economia da região e a sétima do Brasil. No agregado, o Nordeste avançou 2,9% em 2023, índice inferior ao brasileiro, mas ainda superior ao registrado no estado. Nos próximos meses, o calendário das Contas Nacionais trará novas informações, incluindo dados sobre finanças públicas e PIB dos municípios.

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