Vivendo um momento delicado, o Vitória encara de perto o risco de rebaixamento na Série A do Campeonato Brasileiro de 2025. Depois da derrota para o Fluminense no sábado (20), o Rubro-Negro aparece com 66% de chances de queda, conforme cálculos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Em busca de alternativas para reverter a situação, a diretoria tem estudado medidas que possam melhorar o desempenho da equipe. Na segunda-feira (22), a gestão tentou negociar com o técnico Roger Machado, recentemente demitido do Internacional, para assumir o lugar de Rodrigo Chagas, mas as tratativas não avançaram.
No fechamento do primeiro turno, após 19 rodadas, as projeções indicavam 41,3% de risco para o time baiano, que até então havia conquistado apenas três vitórias, além de nove empates e sete derrotas.
Outros clubes também estão em situação preocupante: Sport (90,5%), Fortaleza (80,2%) e Juventude (57,7%) figuram entre os mais ameaçados. No Barradão, o alerta já é total, uma vez que cada ponto desperdiçado pode comprometer a permanência na elite nacional.
Segundo o Departamento de Matemática da UFMG, as estimativas são realizadas com base em simulações que consideram desempenho atual, saldo de gols, estatísticas de aproveitamento e resultados possíveis até o fim da competição. Esses índices variam a cada rodada, conforme os novos placares.
De acordo com os cálculos, a “pontuação de segurança” gira em torno de 49 pontos. Abaixo disso, o risco cresce consideravelmente. Já equipes que encerram a temporada com 44 ou 45 pontos ainda correm risco de queda, embora menor.
Vitória e a luta contra o rebaixamento
Para escapar da ameaça, o Vitória precisa conquistar mais triunfos, especialmente contra rivais diretos da parte inferior da tabela. Melhorar o saldo de gols também é fundamental para não piorar o cenário.
Somar pontos fora de casa torna-se vital, já que resultados positivos longe do Barradão costumam ter impacto moral e estratégico ainda maior.
Além disso, o time depende também de tropeços dos concorrentes diretos, já que os resultados paralelos podem influenciar fortemente nas contas finais.

